A Ouvidoria Geral da Unicamp reforça sua posição na vanguarda da gestão pública ao confirmar sua participação no novo Grupo de Trabalho (GT) da Rede Nacional de Ouvidorias (Renouv): “Uso de Inteligência Artificial por Ouvidorias Públicas”.
O anúncio ocorreu durante a Assembleia Geral Ordinária realizada nesta segunda-feira (23/02), ocasião em que foram divulgados os resultados das inscrições para os Grupos e Comitês Técnicos da rede para o biênio de 2026.
Inovação e Ética no Atendimento
A inclusão da Unicamp neste GT específico reflete a expertise da universidade em tecnologia e seu compromisso em modernizar os canais de escuta ativa. O objetivo do grupo é estudar e propor diretrizes para o uso de ferramentas de Inteligência Artificial (IA), visando:
- Agilidade: Otimização da triagem e classificação de manifestações.
- Acessibilidade: Melhoria na interação com o cidadão por meio de assistentes inteligentes.
- Transparência: Garantia de que o uso da tecnologia respeite a ética e a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
Destaques da Assembleia
Além da definição dos grupos de trabalho, a reunião virtual contou com a presença de ouvidores de todo o país para discutir o plano de trabalho anual e as celebrações do Dia da Ouvidoria (16 de março). A participação ativa da Unicamp na Renouv permite que as demandas da comunidade acadêmica sejam alinhadas às melhores práticas nacionais de controle social e transparência pública.
“A participação da Unicamp no Grupo de Trabalho de Inteligência Artificial representa uma iniciativa estratégica alinhada aos princípios da administração pública previstos no art. 37 da Constituição Federal — legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência —, bem como às diretrizes da Lei nº 13.460/2017 (Lei de Defesa dos Usuários de Serviços Públicos), da Lei nº 12.527/2011 (Lei de Acesso à Informação) e da Lei nº 13.709/2018 (Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais – LGPD). Buscamos compreender e implementar soluções de IA que qualifiquem o tratamento das manifestações de ouvidoria, ampliando a celeridade, a padronização e a precisão das análises, sem afastar a supervisão humana, o devido processo administrativo, a proteção de dados pessoais e os princípios éticos que regem a gestão pública. A tecnologia, nesse contexto, deve atuar como instrumento de apoio à decisão e de fortalecimento da escuta qualificada, contribuindo para respostas mais tempestivas, para a identificação de padrões e riscos institucionais e para o aprimoramento contínuo dos serviços, preservando a transparência, a responsabilidade e a centralidade do cidadão”, pontua Adilton Dorival Leite, Ouvidor Geral da Unicamp.”

